quarta-feira, 3 de abril de 2019

Flavio Bolsonaro escreve e depois apaga mensagem sobre o Hamas: 'Quero que vocês se explodam'



Mensagem publicada pelo senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) — Foto: Reprodução/redes sociais



O senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, publicou nesta terça-feira (2) em uma rede social, e depois apagou, uma mensagem sobre o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza: "Quero que vocês se explodam".


A mensagem foi publicada pelo senador acompanhando uma reportagem segundo a qual o Hamas criticou a visita do presidenteBolsonaro a Israel.


Na viagem, o presidente anunciou a abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. O governo Bolsonaro considera a cidade como capital de Israel.



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Durante a campanha do ano passado, Bolsonaro disse que o Brasil iria transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.


A transferência da embaixada, que demonstra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, é uma medida polêmica.


Isso porque os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado. A comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense de Jerusalém como capital indivisível.





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O que disse o Hamas




O grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, divulgou nesta segunda-feira (1º) um comunicado crítico à visita de Bolsonaro a Israel.


Para o grupo, a postura de Bolsonaro "não só contradiz a atitude histórica do povo brasileiro, que apoia a luta pela liberdade do povo palestino contra a ocupação [israelense], mas também viola as leis e as normas internacionais".


O Hamas também criticou a abertura do escritório brasileiro em Jerusalém e pediu à Liga Árabe, à Organização de Cooperação Islâmica e a todas as organizações internacionais que pressionem o governo brasileiro a "reverter esses movimentos que apoiam a ocupação israelense e dão cobertura para seus crimes abomináveis ​​e violações contra o povo palestino".



'Passo desnecessário'


Para o embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Alzeben, foi um "passo desnecessário" a decisão de Bolsonaro de abrir um escritório de negócios em Jerusalém.


O diplomata afirmou que os embaixadores de países árabes pediram, há cerca de 10 dias, uma audiência com Bolsonaro e com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo.


Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores informou que os embaixadores serão recebidos pelo secretário-geral da pasta, Otávio Brandelli.


Relações comerciais




De acordo com os dados do Ministério da Economia, os países do Oriente Médio (excluindo Israel) importaram do Brasil mais de US$ 14 bilhões em 2018.


Na relação comercial com Israel, o país importou do Brasil US$ 320 milhões.

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